por Telma Moura.

domingo, 8 de maio de 2011

Verdadeiro Sentido

O mundo anda ao avesso
tornando confusas as coisas que conheço
largando pelo meio do caminho a fé, a esperança
e deixando o desespero.

As palavras andam apagadas,
pois, nas estantes o livros e as histórias
permanecem intocadas.

Esqueci parte da lembrança
onde guardei meus sonhos e, por muito tempo,
adormeci e não tive pressa de acordar.


Perdi algum tempo,um longo tempo, tentando me lembrar
aonde é que foram parar todas as coisas que me moviam,
que me faziam caminhar, sorrir, tocavam a alma.
sequer tive tempo de despedir-me delas.

Hoje escrevo incessantemente.
Quero encontrar
talvez no meio dessas linhas tecidas de sentimentos confusos,
o verdadeiro sentido imbutido no enigmático dom de viver.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Sentimental

Quais são as palavras
e os versos que queimam feito brasa,
destilando gotas de intensa sensibilidade?
eu quis sorrir após derramar lágrimas pelo chão,
e neste chão, marcas dos que já tentaram
me envolvi, me joguei de corpo e alma nesse mar
todo desejo que tenho, e o sentimento
quadrado imperfeito e sem acabamento,
pontiagudo tende a machucar
qualquer sorriso é colo de mãe,
e um colo qualquer pode ser abrigo
pode acolher, me levar e ser amigo
ganhei sem destino diferentes ruas,
abraçando o vento, memorizando detalhes sutis
de paisagens quase nuas de cor
largos foram os dias e os ponteiros do relógio - Meus Deus!
exaustas ficam suas pilhas de tanto trabalhar
a parede que tudo vê, observa e guarda em segredo
o tormento do tic-tac mudo,
assim como os sacerdotes e seus fiéis,
dividindo segredos e decretados alguns culpados,
analisando vidas e rezando os seus pecados.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Perdido

Eu quis me encontrar,
Olhei pra diversos espelhos
que não refletiam nada,
aquele rosto nao me era familiar,
aqueles olhos distantes,
a feição perdida,
não sentia dor, mas era como fel
e queimava como brasa quente em mãos,
queria decifrar aquele momento
aquela fragilidade que não me lembro de onde veio,
e abrigou-se no meu peito
sem dó nem piedade e ficou
ficou a me torturar,
quis buscar respostas,mas me perdi
não consegui voltar pra casa
então fiquei por aqui mesmo,
deitei nesse chão firme e comecei a escrever.