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Mostrando postagens de 2012

Divagar [...]

Limites onde estão?
Seus olhos cansados, os ombros caídos
Correria, correria
Tudo em 60 minutos passa devagar
Passo a divagar o tempo corrido
Pelo conforto dos meus pés cansados
Que pisam o chão quente do contato
Dos pneus exaustos da economia
"Bii!-polaridade", ódio e azia
Da fumaça e do caos
Ao acaso de tudo que fazemos
Pra sobreviver
E de onde viemos
A sobreviver nem vivo
Respiro a cada pausa
De uma ligação
"Triim!-ta" segundos, talvez
um pouco mais
Um minuto por favor
Uma dose de amor aqui
"Chho-ve" lá fora
O silêncio do céu conforta
Cinco segundos de paisagem cinza
O chão reflete em cada poça
Pedaços do ritmo quebrado da vida
O ritmo quebrado da minha própria vida.

O breve

Nela os meus olhos repousam
Mansos, serenos, atônitos,
Por ela e com ela estão
O calor do seu corpo
Invadindo o silêncio
Das paredes brancas desse momento
O som, o atrito e o paladar
Onde os gostos se misturam
O som do movimento ocupa o vazio,
O cheiro ocupa o breve,
O instante ocupa o espaço de te imaginar.

Caim.

O peito aperta
acerto,
um arco e flecha
aqui
do lado esquerdo
batendo,
já não bate
parado,
atônito
atordoadas batidas
todas descompassadas
acelero,
e chego antes
depois de um tempo ruim
acolho as palavras
jogadas,
que regam o chão
molhado,
nostalgia sem fim,
amargo
gosto
Caim
O desperdício
da atmosfera
que me invade,
O silêncio ...
Dentro de mim
ecoa o som
o som ecoa dentro de mim
Caim.