por Telma Moura.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Caim.

O peito aperta
acerto,
um arco e flecha
aqui
do lado esquerdo
batendo,
já não bate
parado,
atônito
atordoadas batidas
todas descompassadas
acelero,
e chego antes
depois de um tempo ruim
acolho as palavras
jogadas,
que regam o chão
molhado,
nostalgia sem fim,
amargo
gosto
Caim
O desperdício
da atmosfera
que me invade,
O silêncio ...
Dentro de mim
ecoa o som
o som ecoa dentro de mim
Caim.

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