por Telma Moura.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

No fundo é isso que sou

Um Número
Um Caractere emperrado
Sofrendo a gravidade do tempo
No vazio episcopal do espaço


Na jaula
Fugindo da selva
e do resto dos animais
que se devoram, se matam


No fundo é isso
Abraçando o silêncio,
Senti o cheiro frio
Dessas paredes brancas
que me acolhe e me encolhe
E faz-me vítima de mim mesmo.

_Telma Moura

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