Pular para o conteúdo principal

Constitucional

Art 1º da Constituição
Todo poder emana do povo
E todo equívoco também
Inconstitucional
A vida
Casas de adobe, sapê e papelão
Caixas de Tv LCD de última geração
para cobrir uma nação
A máquina da modernidade
Dissolve o mundo em partículas de decepção
Necessidades imediatas
Art 5º da Constituição
Todos são iguais perante a Lei
Que lei?
Constitucional – Alimentação
Inconstitucional
Restaurantes Populares
Instauram o império da precária alimentação
Constitucional mesmo só o direito de permanecer
Em silêncio!
Vamos lá, grite!
Seja o revolucionário da nação
Desafie o mundo em casa
Home Office de Aristóteles e Platão
Digite Digite Digite
Palavras à queima roupa
PA PA PA PA!
“Este conteúdo pode ter sido removido”
Ah, mundo ideal de se viver
Será?

_Telma Moura

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

3 poemas de Age de Carvalho

1. 37
"Sou sempre
e novamente: todo dia.

"Acumulando destino",
diz o amigo-ego
repetindo Guillén.

Ninguém-eu
comigo íntimo,
a imagem do mundo."

2. Uma fotografia

"Acena ao mundo: estás só na turba,
      na turba
                 transmudado -
e vives: aqui


te encontro, a mão no teu sorriso sobre o retrato."
3.

"O PIER, a escada ferida de Deus
rumo às águas brilhantes:baixamos, arrivados ao Nenhum  o coração descalço - 
uma jura encravou-se na madeira, comemos sem culpa, floresceu a palavra esperança
entre lodo,           pedras fundas,      ferrugem."


-Age de Carvalho, in: Caveira 41. São Paulo:Cosac & Naify,2003. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2003. Coleção Às de colete.

A FLÂNERIE POLONESA

O blog passará a ser utilizado como forma de apresentar a poesia que circula por aí, ou que não circula. A ideia é fazer um diálogo entre poetas e suas poesias, bem como o conhecimento de suas obras, a forma como cada um talha na palavra a sua obra. 
Timidamente quero começar a pensar de que forma a poética de Wislawa Szymborska (1923- 2012) encontra um ponto de contato na poesia de Czeslaw Milosz (1911-2004), dois poetas poloneses. 

| DESCRIÇÃO DE SI MESMO JUNTO A UM COPO DE WHISKY NO AEROPORTO, DIGAMOS EM MINNEAPOLIS | 
Meus ouvidos ouvem cada vez menos das conversas, meus olhos vão ficando mais fracos, mas não se fartaram. Vejo suas pernas em minissaias, em calças compridas ou tecidos voláteis, Observo uma a uma, suas bundas e coxas, pensativo, acalentado por sonhos pornô. Velho depravado, é a cova que te espera, não os jogos e folguedos da juventude. Não é verdade, faço apenas o que sempre fiz, compondo cenas dessa terra sob as ordens de uma imaginação erótica. Não desejo a estas criatur…

Poema: A CALL CENTER IN SÃO JOÃO DEL-REI

quero falar sobre este lugar sobre o teto que me acolhe
há tanto tempo
das coisas que não vejo
enquanto a vida acontece lá fora
enquanto o sol acorda
e te aquece e assim como hoje
lá fora a partir das 18h anoitece
quero te contar
dos dias que engolem
minha juventude nessa cadeira
giratória beirando abismos e mais abismos
sob um teto frágil que nunca cai
quero falar da
vida que passa e
eu não vejo
enquanto o tumulto sufoca o seu caminhar
então existe uma janela que
acolhe meus sonhos e uma montanha se reflete nos
vidros de uma estrutura arquitetônica colossal
quero entender o
seu estar aí do lado de fora se
rapidamente
eu fechar os olhos por alguns segundos
quero imaginar o movimento do dia
a cor da vida se
por um acaso
alguém abrir essa porta.