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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

Poema: Volátil

O nada no meio do nada
Às vezes a trombeta anunciativa do anjo
Às vezes o chão.
Entre buzinas, burburinho e multidão
O rachar do asfalto, os corredores
Entre a guerra de despertadores.


O ganhar e o perder
De cada dia nos dai hoje,
A sabedoria para entender o homem.
Entre o preço justo, e o salário
Quanto custa a dignidade?


Entre a busca infinita por aquilo que não existe,
Não existirá.
Pelas causas perdidas,
Por amor, pela paz
Pela chuva não ácida.
Pela transparência das relações humanas
Por humanidade.
Trajando saudade, calcei a sensibilidade e caminhei por ai a sinalizar:
-“Não sou máquina!”


Pelo mundo esse olhar é uma janela
O que olho são fotos de um fotógrafo de guerra
O que sinto se parece com o que sente aquele homem
Que dorme ali no chão.
O mundo é o projeto quase inacabado da destruição
Os arquitetos somos nós.
A tristeza anunciada segue rasgando multidões
O fluxo contínuo da desigualdade,
A chinela nordestina rachada,
A cheia atropelando p…